GESTÃO ESTRATÉGICA – 12 PRÁTICAS PARA GANHAR COMPETITIVIDADE DURANTE A CRISE

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Não é de hoje que grandes empresas se reergueram em períodos de crise profunda, a história demonstra que os gestores tiveram que tomar decisões importantes diante do cenário desfavorável, afetando desde o operacional até o administrativo, sendo um grande desafio conseguir encontrar as melhores formas para superar os impactos da pandemia do covid-19, com estratégias para administrar as obrigações trabalhistas e tributárias, garantir a fluidez do seu caixa, manter as operações bancárias, cumprir seus contratos e manter o funcionamento da operação, objetivando a sobrevivência e o fortalecimento das companhias, que poderão ficar mais fortes perante o mercado dependendo da pontualidade das ações tomadas.

É de se destacar que alguns problemas relativamente graves podem ser administrados com certa facilidade, desde que compreendidos na origem,  para que seja possível aplicar o procedimento de gestão de crise mais adequado ao caso concreto, segundo os casos já presenciados pela equipe gestora de crises. Pensando nisso, relacionamos 12 medidas que podem ajudar a curto, médio e longo prazo na manutenção das operações e na longevidade dos negócios: 

1 – Profunda Revisão fiscal com identificação de oportunidades, aproveitamento integral dos efeitos com melhor estratégia para cada empresa.

2 – Recuperação, compensação e restituição de tributos pagos a maior ou indevidamente nos últimos 5 anos (Federal, Estadual, Previdenciário, Municipal) e a Suspensão legal da exigibilidade de tributos.

3 – Substituição e equacionamento do passivo tributário, Moratória e Transação com Renegociação de Principal e Acessórios (MP 899 aprovada no Senado Federal).

4 – Contencioso administrativo envolvendo, elaboração de impugnações, manifestação de inconformidade e recursos administrativos.

5 – Negociação de contratos e fornecedores.

6 – Renegociação com credores para dilação de prazos e condições de pagamentos.

7 – Reestruturação societária, com a respectiva reorganização e substituição de administradores ou redefinição de órgãos de controle.

8 – Operações societárias de fusão, incorporação ou cisão.

9 – Alteração de controle societário, com ou sem transferência total do poder a grupos mais capacitados e capitalizados.

10 – Renegociação do passivo trabalhista.

11 – Emissão de valores mobiliários (ex. debêntures, securitização etc).

12 – Dação em pagamento ou negociação para novação das principais dívidas.

As orientações apresentadas neste artigo são úteis em qualquer fase de um negócio. Entretanto, elas são especialmente indicadas para quem precisa melhorar suas finanças.

Existem várias outras opções de gerir estrategicamente uma situação de crise, como a recuperação extrajudicial ou judicial por exemplo que poderíamos elencar, e, tais como os apresentados aqui, elas exigem alguns ajustes finos no diagnóstico e na execução do trabalho. Embora pareçam configurações demasiadamente minuciosas, são “detalhes” como esses que determinam quem sobrevive.

A única maneira, porém, de garantir um trabalho de otimização impecável é realizando um diagnóstico completo.

Fabrício da Silva 

CEO | Comercial 

FDS Economia Tributária & Blindagem Patrimonial 

fabricio@fdstributario.com.br


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